domingo, 10 de maio de 2009

Mudanças

Alguma vez você já pensou em parar por dois minutos a sua rotina e refletir? Bom, eu sim. E fazendo essa reflexão eu descobri que eu não posso culpar as coisas por estarem iguais, por tudo ficar no mesmo lugar. Eu tenho que responsabilizar a mim mesma, que não faço nada pra mudar. Então eu resolvi tentar fazer coisas diferentes.

A questão é que todas as semanas pareciam as mesmas, todos os dias pareciam o mesmo e eu não aguentava mais isso. Só que não dá pra culpar o mundo por isso, e sim a mim mesma. Se eu não fizer nada pra mudar, como eu posso esperar que as coisas mudem?

Assim, eu resolvi que eu posso fazer outras coisas, falar com outras pessoas, agir diferente diante de uam situação e fazer só aquilo que eu sei que eu preciso. Conforme eu comecei a fazer isso, eu percebi que o mundo tem reações diferentes. No fim do dia, a sensação quando eu me deito é muito diferente de antes - ao invés de eu pensar "Mais um dia igual. Amanhã vem outro." eu penso "Hoje foi um dia bom, diferente. Espero que amanhã aconteça alguam coisa nova."

E aí que está o X da questão. A surpresa que um novo dia pode te oferecer. Você não saber o que vai acontecer. É como colocar uma lista de músicas no aleatório. Tem gente que detesta isso, e essas pessoas vivem na rotina durante meses, até anos, sem parar pra questionar.

Quando você para pra questionar, você percebe o que você não tá aproveitando. Quero dizer, a vida tem TANTO pra oferecer! Tem coisas que não dá pra atingir momentaneamente, mas e aquelas que dá pra atingir? Se você tem como meta atingir coisas novas, coisas novas acontecem. Eu não digo que devemos largar tudo, mas sim juntar as coisas que a gente tem que fazer com as coisas novas que a gente quer fazer.

Com isso em mente, eu acordo todas as manhãs com o espírito de perseguir o coelho branco e ver o que eu posso descobrir pelo caminho.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Melancolia

Pra ser honesta, eu acho que vim meio que pra desabafar. Mas chegando aqui, fiquei observando aquela barrinha piscando, como que a espera de qulquer coisa que eu pudesse lhe oferecer e eu não consegui satisfazer a vontade dela.
O motivo de eu não ter conseguido (ok, agora eu estou) é que eu não sei o que estou sentindo pra poder desabafar. Eu até posso tentar explicar, mas não vou achar as palavras certas e vou ser mal entendida. Então ao invés de dizer o que eu estou sentindo especificamente eu vou explicar o que está acontecendo.

Desde alguns dias entre o primeiro e o segundo suicídios aqui narrados, a melancolia insiste em me visitar. Ora eu consigo superá-la, ora sou fraca demais para tal. Eu tenho muito o que resolver na minha vida (especialmente em relação ao colégio), mas a melancolia não parece se importar, ela simplesmente chega e domina minha mente.
Eu acordo com o espírito de "hoje é um novo dia e tem tudo pra ser melhor", mas um instante que eu paro vem a maldita melancolia novamente. Quando sozinha, eu tenho vontade de chorar. Quando com os outros, me sinto obrigada a escondê-la. Não que eu seja reprimida ou algo assim, mas se eu falar pras pessoas que eu não sei o que eu estou sentindo ninguém vai acreditar e vão ficar "como não sabe? fala pra mim! eu quero te ajudar! por que não quer me contar?" '-'
Acredito que seja por isso que existem tantas pessoas que trabalham o dia inteiro, sem parar um segundo só. Pra esquecer a melancolia. Pra não deixar ela angustiá-los.

Honestamente, eu nunca fui assim. Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo. No entanto, ainda me pego chorando quando ouço uma música triste ou simplesmente quando estou olhando pro céu à noite. Um sorriso sincero só sai com um leve lacrimejar.
Será que é normal? Será que é uma fase? Eu não sei, acho que só me resta esperar.

sábado, 28 de março de 2009

Suicídio

Dizem que depois da sua primeira experiênica com a morte você começa a repensar sobre sua própria vida. Bem, eu nunca pensei que isso algum dia fosse me mudar. Quero dizer, todos morrem, ok. Grande coisa. É simplesmente inevitável. Bom, eu ainda penso assim. Mas... e quando é você mesmo que causa sua morte?


Recentemente eu tomei conhecimento de duas ocasiões de suicídio: uma menina do colégio da Amy atirou em si mesma no banheiro na segunda-feira e ontem, sexta-feira, um rapaz se atirou da ponte do lado do meu colégio. Uma grande coincidência, não? Tão grande que eu parei seriamente pra pensar, porque, mesmo sem conhecer nenhuma dessas pessoas, uma ocasião assim me causou um profundo mal.

O que leva alguém a tirar a própria vida? O quão mal você tem que estar pra concluir que é melhor terminar com tudo? Como é a decisão definitiva? Quando você diz
"eu vou me matar" com tanta certeza? Como são os segundos antes de isso finalmente acontecer? Onde se arranja coragem pra apertar o gatilho ou se jogar na avenida? Qual é a sensação da queda? Quais são os últimos pensamentos que passam pela cabeça dessa pessoa? Como são os últimos milésimos de segundo da sua vida? Como é, então, perceber que tudo acabou?

Todas essas perguntas ainda estão me angustiando. É verdade que daqui algum tempo, alguns dias ou semanas talvez, eu vou esquecer disso e continuar minha vida. Mas enquanto isso não acontece eu imagino... Como é você sentir uma dor tão grande (quero dizer, deve que ser uma dor completamente insuportável) a ponto de você considerar a idéia de acabar consigo mesmo? A ponto de você ter a certeza de que entrar pela porta da morte, onde é totalmente escuro, onde você não tem idéia do que vai encontrar (você pode até ter crenças, mas ninguém sabe o que há atrás dessa porta) é a melhor opção?

Imagino como alguém consegue fazer isso. Quero dizer, eu não consigo nem enfiar uma agulha no meu dedo, quanto mais me atirar do alto de um viadulto! Será que o sentimento é de alívio? Ou antes você sente um medo? Imagino, ainda, como é você sentir uma bala te atravessando ou seu corpo se esborrachando contra o chão.

Além disso, eu fico chocada com ainsensibilidade das pessoas. Um monte de curiosos se debruçando pra ver o cadáver. Pra ver o sangue. E depois um monte de idiotas fazendo piadinha (sem brincadeira, alguns 'amigos' meus fizeram várias piadas). Nem sei o que dizer.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dance, monkeys, dance!



(agora ouça "Human", do The Killers)

"Don't care how, I want it now"

Tem pessoas que não têm a menor noção do que ocorre ao seu redor. Não é apenas o puro egocentrismo. É também a ignorância. Essas pessoas foram criadas para achar que são donas do mundo.
Há um certo tempo (ok, foi ano passado q) eu assisti a uma cena na escola que despertou minha raiva e minha piedade: num jogo de vôlei do campeonato, suas patricinhas garotas estavam sentadas na quadra, quando uma selas falou "vamos tirar os sapatos?", já tirando os seus. Então a amiga disse "não vai sujar a sua meia?" e a resposta foi "Pra que serve empregada?"
Dá pra acreditar? O primeiro sentimento, claro, foi a raiva. Mas aí eu pensei melhor. Essa garota não sabe conviver com os outros que não estão na mesma linha que ela. Ela desde pequena aprendeu que o mundo gira ao redor do que ela quer. Ela cresceu com a ideia de que a vida é isso. Ela não tem noção do que mais á no mundo, de que as pessoas que trabalham para manter o conforto dela não são ratos sujos. Essa menina nunca vai saber se virar sozinha. Nunca vai perceber que ela não é feliz.